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Episódio 05 – Anomia Social – Émile Durkheim / Música: Que país é esse?

 

     A corrupção é um grande mal da sociedade brasileira e afeta a vida de milhões de pessoas, principalmente as mais vulneráveis e necessitadas do suporte e auxílio do poder público. Pela corrupção, a riqueza gerada pela nação, que deveria estar suprindo os deveres básicos da população brasileira como educação, saúde e segurança, vai se esvaindo para os bolsos de corruptos e corruptores numa relação quase interminável de esquemas de desvio e favorecimento que deixam alguns numa condição econômica abastada e outros na mais absoluta miséria. De uma forma ou de outra, todos somos atingidos pelos males da corrupção, já que, pelo desvio de recursos públicos, deixamos de receber os investimentos nas tantas áreas que se relacionam diretamente com a promoção de uma vida com mais justiça e dignidade.

 

     O filme ‘Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro’, lançado em outubro de 2010 e dirigido por José Padilha, é um dos filme de maior bilheteria na história do cinema nacional e retrata a corrupção sistêmica dentro das esferas do poder público. Mostra um conjunto complexo de interligação entre um agir desonesto de pequeno vulto até ações de graves resultados para uma sociedade. Em muitos momentos do filme dá a impressão de que a corrupção tem origem nas camadas mais altas do poder, e se irradia para a sociedade de “cima para baixo”; já em outros momentos, a corrupção aparece se desenvolvendo no dia a dia das ações costumeiras e, como se fosse de “baixo para cima”, chega aos representantes públicos, que parecem apenas repetir um procedimento usual da coletividade.

     Por isso se impõe o questionamento: Essa corrupção que tanto prejudica nosso país é algo presente ‘apenas’ na esfera de um sistema político, ou é retrato daquilo que se encontra nas ‘ruas’, ou seja, um agir cotidiano onde tornamos rotina um comportamento de esperteza que quer levar vantagem em todas as situações, ignorando o princípio da honestidade como norteador da conduta social? Mais uma vez questionamos: Será que o país que queremos, corresponde ao país que fazemos? Que país é esse?