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Episódio 12 – Amor líquido - Zygmunt Bauman/ Música: Meu erro

     Neste episódio em que abordamos o tema de amor líquido de Bauman, falamos também de outros conceitos de se referem a forma do autor em caracterizar a contemporaneidade. Bauman, a denomina como modernidade líquida, devido a fluidez com que as coisas se transformam. A ideia de líquido, é justamente por estarmos em uma sociedade em que perdeu-se a forma, ou seja, pela transformações econômicas, sociais e culturais promovidas pelo capitalismo moderno e globalizado, desorganizou as estruturas que guiavam as relações humanas. O que é liquido, ao mesmo tempo em que não tem uma estrutura rígida, imprime também um fluxo muito rápido em um movimento que não se estabiliza. Quer dizer que todas as mudanças que vivemos, seja no âmbito social ou individual, também são transitórias e logo dão lugar a outra forma de pensamento. Assim nada mais é feito para durar por muito tempo, logo se transforma e segue por novas mudanças.

     Bauman alerta para a irreversividade desse processo, que torna tudo superficial, raso, descartável, sem compromisso, breve, insignificante, etc... e como ele é prejudicial para as relações humanas uma vez que adotamos em nossas relações esses mesmos conceitos. Assim, voltando ao tema do episódio, o amor também é descartável, superficial, breve..... Segundo Bauman, o amor é um amor ‘até segundo aviso’, e segue a lógica da sociedade de consumo, quer dizer, quando não me traz mais satisfação eu troco por outro. Deixa-se de compreender que o amor exige uma construção a longo prazo e que demanda tempo, o que, nas relações líquidas é impossível.

     Para debater: é possível superar esse modelo de sociedade líquida? Se sabemos dos problemas que essa sociedade expõe, porque é tão difícil mudar? Quais ações seriam necessárias para ressignificar o valor da vida nessa sociedade? É possível, mesmo que a sociedade não mude, eu viver de forma diferente? Como fazer para que o amor que vivemos e as relações que temos não se tornem líquidos?